quinta-feira, março 10, 2005

em silêncio entro no sonho

mulher so212.JPG


busquei
a felicidade perdida


descobria-a escondida
na perturbação da noite


senti um arrepio
na pele fria e luminosa


busquei um lugar
onde se vive sem dor
na claridade dum mar
num horizonte com estrelas


sim,
onde o silêncio fosse a saudade dos sonhos


por fim retirei-me


fui amada
e odiada
na fatalidade dos dias


e esquecida
na força da vida



l.maltez

1 comentário:

Anónimo disse...

Belo poema!


fui amada
e odiada
na fatalidade dos dias

Há sempre um amnhã....
Beijo meu

  abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...